domingo, dezembro 24, 2006

Reach - O que vem agora?


Reach em português quer dizer alcançar, chegar a algo, atingir um objetivo. Começei este blog pouco antes de começar o meu MBA aqui na França e é difícil de acreditar que esse MBA chegou ao fim na última quarta-feira, 20 de Dezembro, quando tive o meu último seminário. Oficialmente continuo com o status de estudante até Junho próximo, quando acontecerá a colação de grau oficial e também teremos a festa, porém as aulas já terminaram.

Objetivo alcançado! Sensação boa de dever cumprido e meta atingida.

A foto acima foi feita na última sexta-feira durante o nosso jantar de pré-formatura. Esse jantar foi feito porque dentre todos do grupo, uma boa parte das pessoas está partindo seja para os seus países de origem, seja para trabalhar em algum outro país e muitos não estarão presentes para a cerimônia oficial de formatura em junho.

Claro que a obtenção do MBA é um motivo de comemoração, mas depois de um ano e meio intensos, onde aprende-se muito, conhece-se muita gente interessante e de vários cantos do mundo e onde pensa-se muito o que fazer da vida depois que sairmos do curso; um laço forte passa a unir todo mundo e nessa hora notamos que não vai mais ser tão fácil marcar um jantar numa sexta-feira à noite para ver os amigos do MBA.

O jantar foi sensacional - o lugar era muito bonito e a comida estava ótima, mas o melhor mesmo foi reunir quase todo mundo do MBA para uma noite juntos, antes que o grupo se desfizesse. E além do mais, ainda tivemos uma cerimônia tipo Oscar onde fui eleito "Friendliest Male HEC MBA" e a Monica Cuello da Venezuela levou o mesmo prêmio para a categoria feminina.

Da minha parte, depois de 10 anos passando por Jundiaí, Curitiba, São Paulo, Santos, Copenhagen, Beirute, de volta pra São Paulo e depois Paris, a sensação foi de alívio de não ter que fazer as malas e partir novamente. Sinto-me feliz em poder ficar aqui em Paris e não ter que passar por uma fase de adaptação novamente. Está na hora de pensar em construir algo mais duradouro, fixar um pouco de raízes.

E agora a minha pergunta é: abri esse blog para poder compartilhar o meu trajeto aqui na França e pelo mundo durante o MBA. Com objetivo alcançado, qual será o destino do blog? Adorei ter feito esse blog - conheci gente nova através dele, mantive contato com os meus amigos e estou convencido que deveria ter feito algo assim antes, pois hoje é fácil entrar aqui e ver a retrospectiva de tudo o que aconteceu nesses últimos 18 meses comigo, ler os comentários, olhar fotos, recordar bons momentos e outros não tão bons assim...

Vou continuar atualizando este blog, só não sei se com a mesma frequência, afinal de contas a vida corporativa não deve me deixar tanto tempo livre e não sei quão interessante serão as histórias daqui pra frente.

O título vai continuar sendo o mesmo, mas preciso de uma nova descrição para o blog - qual será ela? Idéias são bem-vindas nos comentários.

E a todos vocês eu desejo um Feliz Natal e que 2007 seja pleno de novos objetivos e também de realizações!

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Yo no creo en las brujas, pero que las hay, las hay!!

Eu sou um pouco supersticioso. Assim como a maioria dos brasileiros também o são. Chega essa época de final do ano então, a coisa piora - roupa branca para a passagem do ano, pular 7 ondas na praia quando dá meia-noite, comer lentilha para ter dinheiro no ano seguinte e assim segue a lista...

Em 1999, eu fiz como manda o figurino, saquei minha moeda e atirei nas águas da Fontana de Trevi para um dia poder voltar à Roma. E lá estava eu no último final de semana, 7 anos depois da minha primeira visita à bela capital italiana, acho que estava ainda mais bonita de quando eu a vi pela primeira vez.

É impressionante como uma cidade foi construída ao lado de monumentos tão importantes e tão grandiosos.

Confesso que depois depois de todos esses anos, eu não tinha a imagem de Roma completamente nítida na minha memória, então sair do hotel no sábado de manhã e dar de cara com o Coliseu foi um enorme prazer. Ainda mais num dia que mais parecia de primevera do que de final de outono, com céu azul e sol brilhando.

Depois do Coliseu segui através do Foro Romano e diz a história que os conquistadores o atravessavam aos clamores e palmas do povo, porém o atravessavam com um escravo atrás dizendo "Lembre-se, você é mortal" para que eles não ficassem fora de si com tanta popularidade. Ali era o centro do poder de toda a região do Mediterrâneo e na época um dos locais mais importantes no mundo.

Passei ainda pelo Pantheon e pela Praça de Espanha, onde alguns milhares de romanos e turistas se misturavam tentando achar as melhores ofertas de Natal. E depois de um dia maravilhoso, era hora de tomar o metrô para seguir de volta ao hotel e é nessa hora que vi que nem tudo são flores em Roma. Milhares de pessoas tentando sair, enquanto outras milhares tentavam entrar na estação, tudo isso diante de UMA SÓ máquina que vendia bilhetes e trombadinhas para todo lado. Dei meia volta e segui a pé pela Via Veneto até a próxima estação.

O domingo também amanheceu com sol. Tomei café e segui para o Vaticano. Sem realmente ter planejado, chego perto do Vaticano e vejo um monte de gente correndo, entre elas algumas freiras filipinas e somente ao cruzar os arcos que levam à Praça de São Marco, noto que o papa está na janela abençoando todos os fiéis em várias línguas e pedindo paz no Oriente Médio. Não sei o que dizer do Vaticano, mas foi a segunda vez que lá estive e posso afirmar que pra mim existe algo de mágico no lugar, que sempre me trazem lágrimas aos olhos. A benção do papa eu dediquei ao meu pai, que queria tanto ter visto o João Paulo II em 1999, mas depois de 2 horas de atraso e nada do papa, tivemos que correr para a estação para tomar o trem para Veneza.

Assisti ao final da missa dentro da Basílica de São Pedro e de pude então compreender a sensação de paz daquelas brasileiras que saíram da Notre Dame, com a diferença de que eu não me coloquei lá na frente da igreja e nem tirei foto com flash do padre quando ele estava vindo dar a comunhão. E quando saí, uma chuva começava a cair sobre Roma. Segui pela avenida principal e notei uma enorme bandeira brasileira - trata-se da Embaixada do Brasil em Roma, em localização privilegiada, bem ao lado do Vaticano. Uma quadra depois, vejo a bandeira argentina, mas junto com a russa. Conclusão, nós estamos mais perto do Vaticano e não temos que dividir o prédio com ninguém.

No caminho de volta ao hotel, no qual tomei chuva sem parar e minha meia fazia "tschoc, tschoc" de tão enxarcada que estava, ainda passei pela Piazza Navona, mas a fonte que fica no meio dela e representa os grandes rios do mundo, está sendo restaurada.

E num parágrafo a parte vem a comida. Já acostumado com os preços parisienses, eu achava difícil acreditar que estava comendo tão bem e por tão pouco. Uma típica trattoria ao lado do hotel tinha uma comida tão boa, que os meus dois jantares foram nela. Comi uma das melhores panna cottas da minha vida e a pizza só perde para uma outra pizzaria numa pequena cidade no norte da Itália chamada Montebello, e nem estou dizendo isso porque o dono da pizzaria é o Henrique...

Enfim, Roma é maravilhosa e espero não ter que esperar mais 7 anos para revê-la. Por via das dúvidas, dessa vez joguei duas moedas na Fontana di Trevi, uma com a mão direita e uma com a mão esquerda. Afinal de contas no creo en las brujas, pero que las hay, las hay!

segunda-feira, novembro 27, 2006

Ando meio sem inspiração

Deve ser a falta de tempo. Ou também pode ser a chegada do outono, quase inverno aliás, com dias mais curtos e certamente mais frios. Talvez os dois. Mas o que é certo é que não tenho muito do que me queixar - como já havia anunciado antes, negociei o meu contrato com a Carlson Wagonlit Travel aqui em Paris para continuar trabalhando para eles depois do MBA. Vou dar continuidade ao projeto que comecei em Agosto, que agora deve atingir um status global e depois de termos dado o ponta pé inicial aqui na Europa, vamos começar o mesmo na América do Norte, América Latina (quem sabe eu não acabe numa viagem de negócios aí no Brasil) e Asia Pacífico.

Estou num departamento estratégico cujo objetivo é desenvolver a parte de venda de hotéis dentro do grupo, principalmente para os clientes atuais; mas como já havia mencionado antes, não acho apropriado ficar escrevendo muito sobre o que faço aqui no blog uma vez que várias das informações com as quais lido são confidenciais. E de qualquer maneira, não quero entendiar ninguém com histórias de trabalho.

Há dois finais de semana estive em Hamburgo. Foi a minha segunda vez por lá. A primeira tinha sido a trabalho em Janeiro de 2005 e fazia um frio "de cortar". E além do mais eu estava lá a trabalho. Dessa vez foi diferente, fui pra lá para rever o Renato e a Ane, que estiveram aqui em Paris para o show da Marisa Monte em Outubro. Os anfitriões não poderiam ter sido melhores e tomaram conta de todo o programa com muitíssimo esmero, que incluiu uma visita a Lubeck, onde come-se o melhor marzipã do mundo.

Ainda em Hamburgo assistimos a uma peça chamada Noises Off. Quando o Renato me convidou para ir assistir uma peça dirigida pela amiga dele, pensei "Xii, aí vem bomba", mas topei. Acabou sendo uma das melhores peças de comédia que eu já assisti e nós chegamos a chorar no teatro de tanto rir. Trata-se de uma peça dentro da peça, onde temos a impressão que os atores estão ensaiando para a noite de abertura, o que a torna difícil de ser encenada, porém extremamente divertida. Como o roteiro dessa peça já ganhou vários prêmios, se alguém tiver a oportunidade de ver uma das montagens, eu recomendo.

Já no último final de semana estive em Lille, onde tinha um aniversário. Talvez por estar ao norte, na fronteira com a Bélgica, eu sempre tive a impressão que Lille seria uma cidade feia e sem grande interesse.

Lille fica a 220 km de Paris, que o TGV faz confortavelmente em 1 hora (eita maravilha morar em país desenvolvido!). Ao sair da estação central de Lille, dou de cara com um chafariz em frente a uma avenida cheia de elefantes indianos em ambos os lados da rua. Ops, deixa eu corrigir, estátuas de elefante. Era como se estivesse na India, mas com pelo menos uns 20 graus a menos e com tudo organizado.

A cidade, que foi a capital européia da cultura em 2004, está promovendo esse ano o Lille 3000, que proporciona ao visitante uma viagem à India. Em 2008 será uma viagem ao Leste Europeu.

Eu infelizmente só tive tempo de visitar uma das exposições do evento, chamada "Bombay, Maximum City". Mesmo tendo as minhas reservas com a India, devo dizer que saí da exposição completamente encantado - trata-se de uma exposição onde podemos caminhar entre as obras, observar as esculturas e objetos expostos, chegar perto deles, colocar o fone de ouvido e assistir a um documentário cuja pequena televisão foi colocada dentro de uma lata e várias latas se enfileram, uma ao lado da outra, mostrando imagens e depoimentos de gente comum sobre as tradições indianas e como é a vida em Bombay. Outras obras contrastavam a pobreza com o desenvolvimento tecnológico do país. Uma maquete dá ao visitante uma idéia do que é um subúrbio em Bombay, que não é muito diferente de uma favela Brasileira e um documentário super interessante mostra um trem que circula por Bombay somente para mulheres, onde o papel desse trem passa de um mero meio de transporte para um ambiente social onde essas mulheres festejam casamentos, choram mortes, trocam confidências...

Enfim, fiquei estupefato com a exposição. E também sempre me surpreendo com a quantidade e variedade cultural a qual temos acesso aqui na Europa, talvez seja pela diversidade do Europeu, que está sempre curioso para discutir diferentes temas e ver o que se passa fora daqui.

Próximo final de semana fico aqui em Paris. E na semana seguinte tenho uma viagem a trabalho para Roma e Bari. Como irei pra lá na quinta e sexta-feira, aproveitarei para passar o final de semana em Roma, que só estive uma vez na minha primeira viagem à Europa em 1999, então estou louco para voltar pra lá e redescobrir talvez a segunda mais bela capital européia. Só pra evitar confusão, é óbvio que a primeira é Paris!

Última destino: Paris


5 horas de TGV separam Toulouse de Paris

Os três mosqueteiros com o Hôtel de Ville ao fundo

Renata, Amanda, Junior e Adam em frente ao Louvre

Momento de descontração em casa

Minha mãe e meu pai no Palácio de Versalhes

Família reunida para a foto com o Arco do Triunfo

Eu, Adam, Amanda, Mike e Patrick no Café des Anges, um dos meus bistrôs favoritos de Paris

Toulouse





terça-feira, novembro 21, 2006

Próxima parada: Carcassonne

Ahh, finalmente sol! E comida boa com preço razoável. Bom, razoável pelo menos para os padrões europeus. Nós adoramos Carcassonne, a cidade medieval é super bem preservada e domina toda a cidade.
O contratempo de ter que esperar uma hora pelo taxi no Aeroporto de Carcassonne para poder chegarmos ao hotel foi compensado com uma refeição tipicamente francesa, com entrada, prato principal e sobremesa. Essa região é conhecida pelo cassoulet (quem acompanha o blog desde o começo já conhece o cassoulet, até já comparei com o que a Tia Graça faz no Brasil...), que foi o que comemos naquela noite e estava fantástico!!






P.S. - Por algum motivo que desconheço, estou com problemas para continuar colocando fotos aqui no blog, então Toulouse e Paris terão que ficar para outro dia.

Finalmente as fotos da viagem da minha família aqui na Europa - Londres

Depois da minha festa de aniversário aqui em Paris, eu e a Débora tomamos o Eurostar para Londres.
O tempo estava péssimo, mas encontrar a minha família, que eu não via desde Fevereiro foi ótimo. E ainda revi bons e antigos amigos como o Dominik e a Cristina, que trabalharam comigo na Maersk e também encontrei com a Weikang, uma amiga chinesa que está fazendo estágio em Londres.
Na capital inglesa assistimos o espetáculo do Blue Man Group.

Toda a família reunida num pub depois do Blue Man para assistir a corrida da Fórmula 1 no Brasil

Meus amigos Dominik e Weikang

Eu e a Cris

sexta-feira, novembro 17, 2006

Hamburgo, aí vou eu...

Semana agitada e de grandes decisões e negociações. Aliás, para aqueles que não entenderam o paralelo abaixo do "Dia do Fico", aceitei a proposta da Carlson Wagonlit Travel, onde atualmente estou fazendo o meu projeto do MBA, para continuar trabalhando com eles depois de Janeiro. Certamente vou fazer um post especialmente para isso, porém ando completamente sem tempo.

E no fim de semana, quando teoricamente eu poderia sentar e colocar aqui as fotos da viagem com a minha família, contar mais sobre o que anda acontecendo por aqui, etc; não é exatamente isso que acontece. Daqui 15 minutos saio do trabalho e sigo direto para o aeroporto para ir passar o final de semana em Hamburgo, na casa do Renato. Então maiores notícias, só semana que vem.

Bom final de semana pra todos!

quinta-feira, novembro 16, 2006

Dia do Fico, versão MBA

Em 9 de Janeiro de 1822, D. Pedro I desobedeceu as ordens da Corte Portuguesa e disse que não retornaria ao seu país e ficaria no Brasil.

Depois de quase 18 meses no MBA e a aposta num sonho de longa data, ontem foi a minha vez de dizer "Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação. Estou pronto! Digam ao Franceses que fico".

quinta-feira, novembro 09, 2006

Serviço personalizado


Enquanto todos os países reforçam as medidas de segurança com passaportes cada vez mais sofisticados, com identificação digitalizada entre outras coisas mais, aparentemente o Consulado do Brasil na França se importa mesmo é com um serviço diferenciado e personalizado - não sei precisar quão grande foi a minha surpresa ontem quando recebi o meu novo passaporte, devidamente renovado e escrito à mão! Um luxo nos dias atuais com tamanha tecnologia disponível.

O Brasil já passou a era da tecnologia e está focado no alto padrão de serviços - estratégia de diferenciação. Só torço para que os agentes aduaneiros dos países em que estarei com o meu novo passaporte possam entender a caligrafia da pessoa que emitiu meu novo passaporte e também a mentalidade avant garde das autoridades do nosso país.

domingo, novembro 05, 2006

O melhor aniversário da minha vida!


Comemoração com os amigos em HEC. Durante o jantar latino, a Labony me fez subir ao palco com 190 pessoas cantando "Parabéns a você" nas mais diferentes línguas pra mim. Não disse que o tal jantar era somente uma desculpa para festejar o meu aniversário? ;-)

Débora, namorada do meu irmão, que tinha acabado de chegar em Paris e veio direto pra festa, Ling, Puvadol, eu e a Labony.

Turma do MBA durante o jantar.

Jantar no L'Area, o melhor restaurante brasileiro em Paris, com os melhores amigos! Só pra deixar claro, faltaram alguns nessa festa, que por impossibilidade de lomocação geográfica, não puderam estar presente!

O cardápio foi composto de pratos dos 3 países em que vivi e que contam boa parte da história dos meus 30 anos - de entrada mezzes libaneses, feijoada brasileira de prato principal e um bolo de macarron da Maison La Durée e champagne franceses de sobremesa.


Nos divertimos muito! Foi certamente o melhor aniversário que já tive - muito obrigado a todos vocês que ligaram e escreveram e principalmente os que puderam estar aqui comigo!

quinta-feira, novembro 02, 2006

Estou de volta

Depois de um longo período sem passar por aqui, estou de volta. De volta das férias e das viagens, que por sinal foram ótimas, e de de volta ao trabalho, que começou hoje com o vice-presidente da empresa praticamente me esperando na minha mesa para uma reunião antes mesmo que eu pudesse ligar o meu computador.

Voltarei a escrever com mais detalhes sobre a viagem com a minha família e também aproveitarei o final de semana para publicar algumas fotos, mas todos já se foram e eu já estou com saudades...mas como disse meu pai, Paris vai virar "caminho da roça" e logo feriado prolongado pra família De Paulo vai ser o trecho GRU-CDG!

E aqui na Europa parece que o frio chegou de vez, já precisamos ligar aquecedor para dormir e a noite de hoje está prometendo chegar perto dos zero graus...bom, pelo menos os dias ainda estão com bastante sol e convenhamos que um bonito dia de inverno até que tem suas vantagens, certo?

Amanhã tenho bilhetes para uma das óperas mais concorridas da temporada aqui em Paris - Cosi fan tutte, que será encenada no Palais Garnier, ao contrário da maioria das óperas que hoje são encenadas na Opéra Bastille. Para quem não conhece, o Palais Garnier é o prédio da ópera tradicional aqui de Paris, suntuoso, com lustre enorme e arquitetura daqueles que a gente vê em filmes. Claro que as óperas encenadas na Bastille são mais confortáveis e dizem que a qualidade musical é superior, mas só pelo fato de estar no Palais Garnier já vale a pena o espetáculo.

Como disse, maiores novidades e fotos a seguir.

domingo, outubro 22, 2006

Ja estou em Londres

Tive a melhor semana de aniversario da minha vida!! Agora estou sem tempo para escrever os detalhes das comemoracoes, mas posso assegurar que elas foram muitas e todas super legais...

Cheguei em Londres ontem a tarde e ja encontrei com a minha familia e com o meu amigo Dominik, escreverei mais detalhes quando voltar de ferias.

segunda-feira, outubro 16, 2006

Convite

Está oficialmente aberta a semana de comemorações dos meus 30 anos! É isso mesmo, esse ano não vai ser o dia do meu aniversário, mas sim a semana do meu aniversário.

Eventos é o que não faltam nessa semana, inclusive com a presença de toda a trupe De Paulo, que na quinta-feira ruma para o Aeroporto de Guarulhos para tomar um vôo para Londres, onde eu irei encontrá-los no sábado, depois do meu seminário HEC. A Débora, namorada do meu irmão, virá diretamente a Paris e poderá aproveitar as festas que teremos aqui antes de irmos para Londres no próximo final de semana.

Ao contrário a muita gente, eu gosto de comemorar o meu aniversário e é engraçado que cada ano que passa eu nunca penso que gostaria de voltar atrás. Certamente tive épocas ótimas na minha vida, tive tantas que não conseguiria nem nomear todas, mas minha vida foi sempre se transformando e trazendo novos desafios e novas experiências que o que eu gosto mesmo é do HOJE e de uma certa forma, de um futuro não muito distante. Gosto de sonhar também, sonhar com o que pode vir a acontecer, mas com muito custo aprendi a não fazer desses sonhos business plans inflexíveis, e dessa forma consigo aproveitar melhor as coisas da forma como elas vêm.

Vou comemorar o meu aniversário aqui na França esse ano e espero "ficar mais velho" assim como os vinhos franceses que passam anos naqueles barris de carvalho antes de irem pra garrafa e depois passam ainda mais alguns anos antes de serem finalmente degustados. Pra mim tem sido uma experiência riquíssima de muito aprendizado e novas descobertas.

E como essa semana promete ser super agitada, não sei quando terei oportunidade para atualizar o blog novamente, pois terei seminários em HEC de quinta-feira até sábado, portanto aqueles que forem me ligar na quinta-feira, estarei em aula das 09:00 às 19:00, com celular desligado. Só voltarei a ligá-lo quando estiver fora da sala de aula. Daí o programa segue assim:

21-23 Out - Londres
23-24 Out - Carcassonne
24-25 Out - Toulouse
25-30 Out - Paris
30-31 Out - Vale do Loire
31 Out - 01 Nov - Paris

E no dia 01 de Novembro acabam as minhas férias. Não a da minha família, que ainda segue para os Estados Unidos antes de aterrisarem em São Paulo no final de semana seguinte.

P.S. - Só lamento não ter todo mundo que eu realmente gosto para poder ir jantar comigo e poder celebrar esta data. Mas juntar todas essas pessoas seria uma tarefa realmente difícil, não importa onde eu esteja no mundo...

segunda-feira, outubro 09, 2006

Marisa Monte e o último desafio em Paris

Sul americano tem esse defeito (ou seria peculiaridade?) de estar sempre atrasado. Quase meia-hora já tinha se passado das 20:00 e nada ainda. Todos estavam inquietos à espera de ver a Marisa entrar no palco. Ninguém viu nada, ouvimos. Marisa Monte inundou o Grand Rex em Paris no último sábado com a sua voz cantando “Infinito Particular” num breu total, o show começa completamente no escuro e só temos a oportunidade de vê-la no palco com a banda ao seu redor quando vai começar a segunda música.

O público já estava ao delírio e todo mundo estava sentado na ponta da cadeira como dando atenção extra ao show. As músicas de Marisa Monte já são tão boas no CD que fica difícil de acreditar que o show possa ser melhor, mas é! Marisa cativa. Falou com o público em francês, apresentou seus músicos e esbanjou sensualidade com os seus braços enquanto cantava. Divina. Uma deusa que guarda a humildade dos mortais e com isso cativa ainda mais aqueles que já são seus fãs e faz com que os que ainda não a conhecem, a amem imediatamente.

Marisa Monte encheu meus olhos de lágrimas ao cantar uma música que eu nem mesmo conhecia, tamanha a expressão e sentimentalidade que ela coloca em sua voz e nas letras de suas músicas. Cantou várias canções dos novos CDs – Infinito Particular e Universo ao meu Redor – mas também nos presentou com velhas canções de Barulhinho Bom; Memórias, Crônicas e Declarações de Amor e Tribalistas. Velha Infância foi cantada em coro!

Como se o show em si não bastasse, a companhia não poderia ter sido melhor. Vários amigos foram e alguns inclusive vieram da Alemanha. Até o Georges que está fazendo intercâmbio nos Estados Unidos marcou a volta à Paris para coincidir com o show!

No final de semana estavam aqui o Renato, a Ane (que trabalha com o Renato em Hamburgo), a Roberta, que sempre deixa comentários aqui no blog e eu ainda não conhecia, e o Mauro (namorado da Roberta). Teve também a Anna, que trabalhou comigo na Maersk Brasil e agora está em Copenhagen, que estava em Paris no final de semana com o Daniel – uma pena que eles não conseguiram ingressos para o show!

No meio de todo esse povo, o meu desafio era fazer a Roberta gostar de Paris. Ela detestou Paris na primeira vez que veio. Aliás, vocês notaram que mudar a opinião das pessoas sobre Paris foi uma saga neste ano?

Mas esse foi sem dúvida o mais difícil desafio até agora, uma vez que a Roberta não dava o braço a torcer e fica com aquele olhar sempre meio desconfiado. Porém não demorou muito para que ela ir amolecendo e vendo a cidade com outros olhos – num típico final de semana de outono com céu azul, sol, boa companhia, boa comida e Paris como pano de fundo; ela até tentava dizer que tinha mudado o conceito da cidade, mas que ainda não era sua preferida, bla, bla, bla...as palavras tentavam esconder o que o olhar entregava (e eu tenho testemunhas para comprovar!).

Missão cumprida (e creio que essa foi a última!). Save the best for last!

Fotos do final de semana em breve.

quinta-feira, outubro 05, 2006

As fotos do Mont St. Michel e St. Malo






Olha o tamanho da omelete!!



O Atlântico visto de St. Malo

quarta-feira, outubro 04, 2006

Mont St. Michel

No último final de semana fui com o Mike e o Puvadol ao Mont St Michel. Trata-se de uma viagem que queria fazer há muito tempo, portanto nunca tinha tido uma oportunidade.

O Mont St. Michel foi construído no ano 704 (impressionante!!) e é o segundo monumento mais visitado na França, inclusive acredito que seja bem conhecido dos Brasileiros, uma vez que ouvi bastante o português por lá. E olha que não é um lugar tão fácil assim de chegar - nós por exemplo alugamos um carro e dirigimos umas 4 horas de Paris para chegar lá. Outra alternativa é ir de ônibus ou para ir de trem as melhores alternativas são St. Malo ou Rennes e depois tem um ônibus que leva ao Mont St. Michel.

A construção em si é magnífica, seja pela imponência, seja pela resistência ao tempo, seja pela genialidade arquitetônica (quando se passa de um ambiente ao outro, é possível observar a diferença na entrada de luzes nos ambientes, a acústica - na enorme sala de jantar um orador poderia facilmente fazer um discurso sem microfone que qualquer um entenderia), seja pelo caráter religioso ou ainda pelo fato único de estar posicionado numa pequena ilhota que parece estar em terra firme, mas que com a subida da maré (que é comparada ao galope de um cavalo, devido à rapidez com que sobe) se transforma numa ilha. Hoje existe uma pequena rodovia que chega aos pés do Mont St. Michel e que conta com um estacionamento ao lado, mas pelo que ouvimos isso deixará de existir em breve e o monte voltará ao estado original. E ainda ouvimos que na época da maré alta, quando a água invade o estacionamento, pode-se ver alguns carros boiando (turistas desavisados que não acreditaram nas placas informando o horário em que deveriam tirar seus veículos de lá). Segundo a guia que fez o nosso passeio, no mês passado um ônibus conduzido por um motorista inglês partiu mar adentro!

Apesar de toda essa magia do local, devido ao escandaloso número de turistas para um pedaço de terra tão pequeno, na rua principal do Mont St. Michel a gente tem a impressão de estar caminhando pela Main St. Disneyland - cheia de lojinhas de souvenirs, restaurantes para todos os lados e alguns poucos hotéis 2 * com diárias abusivas (quarto duplo por EUR 125, que tal?). Mas enfim, eu quis ficar num hotel no Mont St. Michel justamente para poder aproveitar a quietude do local depois das 17:00 quando todo mundo fosse embora e é verdade que vale a pena passar uma noite por lá, ver a iluminação do local e degustar a famosa omelete do "La Mère Poulard", o hotel restaurante do Mont St. Michel que chega a ser tão famoso quanto o próprio monte.

A famosa omelete até que é boa, mas pelo preço que se paga por ela (entre EUR 45 e EUR 48!!!!), trata-se de uma dessas experiências que realmente vai ser única, pois eu só voltarei novamente se for convidado por alguém.

Aproveitamos e também conhecemos a cidade de St. Malo, que fica beira-mar. Linda cidade "intra-muros", cheia de bons restaurantes, cafés, lojas e uma igreja magnífica.

O único problema disso tudo foi que na região da Bretanha/Normandia o tempo é super instável - quando chegamos no sábado à tarde o céu estava encoberto, durante a visita ao Mont St. Michel choveu torrencialmente e quando terminamos a visita o céu estava claro e o sol brilhava. Super estranho. E ainda por cima me deixou deprimido o fato da temperatura por lá já estar como vai estar aqui em Paris daqui a uns 2 meses (pelo menos eu espero!). Então quando cheguei de volta aqui em Paris parecia estar voltando aos trópicos - que mudança de paradigmas!

PS - Tentei colocar as fotos junto com o texto, mas por alguma razão que desconheço não consegui fazer isso ontem, então as fotos virão depois.

quinta-feira, setembro 28, 2006

Peculiaridades de Paris - Globalização

Um sujeito pára e fuça nos bolsos para encontrar um troco para poder dar ao mendigo, um senhor barbudo, todo despenteado, sem tomar banho no meio da Rue Rambuteau de pé e com a mão estendida.

Ao encontrar as moedas e colocá-las na mão do pedinte, o mesmo diz "thank you" ao invés de "merci".

Voilà, época de globalização e competição acirrada - até mendigo tem que falar inglês pra continuar sobrevivendo!

sábado, setembro 23, 2006

Fazendo a diferença

Não que eu quera mudar, mas mesmo que quisesse, agora seria um pouco tarde. Com um grau de bacharel em Administração e agora prestes a pegar o meu diploma de mestrado em Administração, o meu futuro é fazer negócios, moviementar dinheiro, gerar lucro para as empresas.

Para que o parágrafo acima não soe de forma negativa, quero esclarecer que estou feliz com a minha escolha e até então tive prazer onde trabalhei e gosto do que faço. Mas uma pergunta sempre me vem à cabeça de vez em quando: como eu posso fazer a diferença no mundo? O que eu posso fazer para ajudar as pessoas. Tudo bem que os administradores geram negócios, que movimentam a economia, que em contra-partida geram novos empregos, etc, etc. Mas tudo isso acontece num nível muito macro e dificilmente conseguimos ver as consequências concretas das ações diárias do nosso trabalho. Ou ao menos do meu.

É muito fácil entender do que estou falando: um(a) professor(a) na sala de aula está em contato frequente com os seus alunos e pode acompanhar o aprendizado deles e ver o resulado concreto de suas ações e que através da educação que está passando para esses alunos eles irão se desenvolver, pensar, questionar, progredir. E dessa satisfação eu posso falar com conhecimento de causa da época em que dava aulas de inglês para os sobrinhos da minha prima lá em Curitiba para ganhar uma grana na época que eu estava na faculdade.

Outro exemplo óbvio são as pessoas que trabalham para organizações internacionais como a ONU por exemplo. Os médicos, que lidam com a vida humana diariamente.

Há pouco mais de um ano quando viajei com a minha amiga Dani, eu a vi escrevendo um cartão postal para mandar para as crianças de uma escola onde a irmã dela, a Juliana, trabalha. Meses depois eu fiz uma viagem ao Líbano e resolvi fazer o mesmo e enviei um cartão para essas crianças. Foi o primeiro cartão postal internacional que as crianças receberam. Quando soube da repercussão que esse cartão teve com essas crianças da 2º série de um colégio público de Cajamar, fiquei felicíssimo que esse gesto tão simples pudesse ter causado neles tal efeito.

A Juliana me contou que eles ficaram super curiosos para saber onde ficava o país no mapa, que língua eles falavam, como eu me comunicava com eles, qual era a bandeira do país, etc. Então quando soube disso, resolvi continuar me comunicando com essas crianças através dos cartões postais e cada vez que viajava, mandava um cartão para eles. O melhor foi quando a Dani veio me visitar no final do ano passado e com ela trouxe um pacote de cartas escritas pelas crianças endereçadas a mim.

Era incrível ver a naturalidade e a inocência com que me escreviam e como através desse gesto eu criei um vínculo com elas. As perguntas na carta eram as mais variadas, entre elas queriam saber se eu gostava de bolo de chocolate, como se chamavam meus pais, se eu tinha irmãos, se eu era rico, quando eu iria ao Brasil novamente, entre muitas outras. E gostei também de saber que todas as meninas da escola tinham me achado bonito!

Pouco antes do verão iniciar aqui na Europa e todo mundo partir para as férias, pensei, por que não estender esse ato aos meus amigos, afinal de contas, eu já estudei com gente de mais de 40 nacionalidades na Dinamarca e estou num ambiente similar agora no MBA. Foi exatamente isso que fiz – mandei um e-mail para toda a minha rede de contatos explicando o feito com as crianças e pedindo para que esses meus amigos mandassem um postal para essas crianças mostrando algo típico do país onde estavam, que escrevessem um pouco da cultura do país, das comidas, da língua, da vida deles, enfim contando algo que despertasse o interesse dessas crianças a continuar na sala de aula, de questionar, de saber que o mundo está cheio de oportunidades para elas.

Soube que as crianças e a Juliana já receberam cartões postais de Cingapura, da Finlândia, da Alemanha, da Grécia, da Dinamarca e vários outros devem estar a caminho.

Há pouco mais de uma semana recebi um e-mail da Juliana agradecendo pelos cartões e contando que ela tinha sido transferida para ir dar aula em uma outra escola.

No e-mail ela me disse que as crianças diziam “Tia, e agora, o Alan vai continuar escrevendo pra gente?” e estavam preocupadas em saber se quando os cartões chegassem se a nova professora iria entregá-las.

Resumo da história, no último dia da Juliana, as crianças não vieram à escola. Nenhuma delas. Essas crianças, acompanhadas dos pais, foram protestar para que a Juliana ficasse. Como para isso havia a necessidade de aprovação de alguém superior, o caso foi devidamente encaminhado e aprovado e lá está a Juliana continuando o seu trabalho com essas crianças.

Então essa história é para parabenizar a Juliana por estar educando essas crianças com paixão, visando o desenvolvimento delas e mostrando que caso elas queiram, elas vão conseguir ter uma vida melhor do que a dos pais delas. O primeiro resultado concreto pode ser visto agora com o fato de ela ter ficado na escola. Aqui fica a minha admiração e o meu agradecimento por ter me dado a oportunidade de participar desse projeto com você e não se preocupe porque esses meninos e meninas continuarão recebendo fotos e histórias dos quatro cantos do planeta.

sexta-feira, setembro 22, 2006

Saiu no Wall Street Journal

Abaixo segue o link para o artigo que saiu no Wall Street Journal do dia 12 de Setembro em que eu fui mencionado devido à uma entrevista feita com Ron Alsop.

A entrevista fala de como os MBA estão inovando para ensinar os alunos de forma diferente e criativa e o que se espera desse tipo de atividades e também o que as empresas acham disso.

Para ver o artigo, clique aqui (se você tem adobe acrobat reader) ou para ler na internet, clique aqui.