Faz um certo tempo que eu não escrevo nesse blog, o que é sinal de que tenho andado bem ocupado e muita coisa está acontecendo.
Trabalho – comecei na terça-feira passada. O meu trabalho será um projeto estratégico cujo objetivo final é o aumento nas vendas de quartos de hotéis para os “clientes chave” da CWT. Não vou ficar arriscando colocar muitos detalhes aqui no blog pois trata-se de algo confidencial e por via das dúvidas, melhor não fazer público.
Entretanto o que posso escrever aqui é que eu estou gostando do trabalho até agora. Claro que todo começo é sempre esquisito e eu já tinha me esquecido como a gente fica perdido no meio de tanto jargão que jamais ouviu falar e no meio de tanta gente que eu não tenho noção de quem são e o que fazem. Mas isso deve passar em breve.
Um dos grandes pontos positivos é a comida. Tem dois restaurantes no piso térreo que servem 4 empresas e as refeições são pagas, ou melhor subsidiadas – parte é pago pelo funcionário e parte é pago pela empresa. Porém no meu contrato elas estão incluídas (óbvio, senão deixaria um terço do salário somente para não morrer de fome durante a semana!). Que diferença do bandeijão HEC! Estou comendo entrada, prato principal e sobremesa TODOS os dias e com uma variedade de escolha e qualidade excelentes! Hoje foi melão* com presunto de parma (* e é aquele melão cor de laranja super doce, que a gente não encontra no Brasil e eu sou apaixonado por ele), noodles tailandeses com carne e iogurte de sobremesa (outra mania que agora eu não consigo viver sem).
Outro ponto positivo são as 35 horas semanais - vive la France. Entro no escritório às 09:30 e saio às 17:30 com uma hora de almoço. Se vou conseguir fazer isso sempre, não sei, mas que está no papel e é um direito meu, isso é.
Visitas – o Vicente, amigo que trabalha na Emirates em Dubai, esteve aqui esse último final de semana. Programas não faltaram – restaurante brasileiro, cinema, caminhada nos arredores do Sena, crepe no Quartier Latin e dessa vez ele encasquetou que queria ver a Torre Eiffel brilhando (a última vez foi Montmartre, lembram?), o que acontece de hora em hora, mas como no verão anoitece depois das 22:00, as tais luzes acendem super tarde. Devido a preces de última hora à Sta. Maria das Torres Eiffel, o Vicente aceitou "observar o fenômeno" em frente ao Louvre e nós não tivemos que nos deslocar até o Trocadero de metrô, que aliás está completamente dégueulasse com os 40 graus (ou mais) que fazem lá dentro.
Agora estou me preparando para a visita do Renato, que chegará de Hamburgo na sexta-feira e logo mais chega a Fernanda Veiga, que trabalhou comigo na Maersk Brasil.
Peculiaridades de Paris - Eu sempre comento de algumas peculiaridades daqui de Paris nesse blog, como por exemplo a esquisofrenia do povo que fala sozinho, bate em fantasma e também da última exposição que eu fui no Centro George Pompidou onde tinha a tal sala projetando imagens pornográficas.
A peculiaridade do verão em Paris chama-se “Paris Plage”, que resolvi apelidar de “Piscinon de Ramos”, só que sem o piscinon porque não tem lugar nenhum para nadar! A tal “Paris Plage” não passa de um monte de barraquinhas, bares e restaurantes nas margens do Sena para aqueles que não podem deixar a cidade fingir que estão à beira mar.
E é de graça, o que faz com que toda a população dos arredores de Paris se desloque até aqui para o tal “evento”. A cena só não fica pior porque as margens do Sena são maravilhosas e Paris não tem favelas, mas o amontoado de gente é o mesmo.
Essa outra história não sei se é uma peculiaridade de Paris ou se é uma peculiaridade minha. Fato é que uma senhora de pouco mais de 50 anos sentou-se ao meu lado durante a missa no último domingo e como ela estava sem o folheto, eu dividi o meu com ela. Na final da missa, ela agradeceu por eu ter dividido o folheto e nós saímos juntos da igreja e foi aí que do nada ela perguntou se eu gostaria de ir tomar um café com ela. Eu achei estranho, mas como não tinha nada pra fazer, aceitei. A tal senhora era holandesa e estava de férias na casa do filho aqui em Paris, que a aguardava num café ao lado da igreja.
Uma situação completamente fora do comum. Mas foi engraçado porque nós acabamos até saindo para jantar juntos no domingo e parecia que eu conhecia aquele povo de longa data, devido à maneira como interagimos e conversamos. Bom pra mim, tenho novos amigos na cidade e na Holanda.
E o melhor guardei para o final - o aviso que eu li na academia essa semana: “Proibido treinar trajando fio dental”. Detalhe: o tal aviso estava pregado na porta do vestiário masculino.
Como disse, coisas que só se encontra aqui em Paris!
terça-feira, julho 25, 2006
Casamento de Michelle & Olivier - La Roque d'Antheron, França
sexta-feira, julho 21, 2006
Texto da Juliana Silva
Recebi esse texto por e-mail da minha amiga Juliana Alves da Silva, comentando sobre os textos abaixo do blog.
Ju, obrigado por essa carta e também por me deixar publicar.
quote
Entre a ética e a guerra
Olá Alan, estou com saudades...
Ontem entrei com a Dani no seu diário e lemos seus textos. Três deles me chamaram a atenção. Primeiro a situação vivida na sala de aula...(nunca havia ouvido falar sobre a teoria (??), minha irmã me explicou mais ou menos), o que me interessou foi a falta de integridade da sua colega, a guerra não declarada de mercado, que gera falta de confiabilidade, companheirismo, visão de bem estar comum, possível mesmo numa sociedade de mercado... e é aí, na fragilidade de caráter que se abre caminho para as mais bestiais situações de vida. Pensei que diante sua postura, é ainda possível viver melhor ou mais do que isso, conviver e se possível, cada vez melhor.
Sentado no metrô, para quem ousa, é possível viver e reviver várias vidas, e extrair de cada existência, em cada simplicidade de vivências, um melhor jeito de viver. Talvez sua colega do MBA sente também no metrô, no mesmo lugar, do mesmo jeito e o utilize única e simplesmente como meio de transporte, onde a avidez pelo sucesso não permita a viagem dentro de si mesmo. Isso é um vazio. Pensei em tudo isso, e pude enxergar a cabeçada de Zidane...um outro vazio...se para ele era ultrajante as ofensas dirigidas as mulheres de sua família, seria no mínimo bom senso, ignorar. Pergunto-me se, já que havia a necessidade sobrepujante de vingança, não seria igualmente ofensivo devolver as ofensas? No entanto, dou-lhe uma cabeçada...Ainda, não satisfeita e envolta pelas suas palavras, novamente considerei...não teriam começado com cabeçadas as guerras? Senti sua solidariedade e acredito que até indignação diante do absurdo insondável que ocorre no Líbano. Lembrei-me de quando minha irmã maravilhada viu a reconstrução do país, numa exposição (acho).
Pensei que, ao voltar as aulas, terei que resgatar os cartões por você enviados e contar às crianças que parte daquilo que os encantou está destruído, que há pessoas morrendo e tristes, desesperadas; que lá é a terra natal do Mike e que moram seus parentes e amigos, e que todo esse mal, são nada mais, nada menos que cabeçadas, avidez, falta de generosidade. Talvez por não saberem (eles – os feitores de guerra), o que é sustentar a ética, o caráter, a inteligência. Talvez por que não sejam capazes de sentar no metrô e sorrir, simplesmente inebriado pela bela viagem que alguns podem fazer pelo que há por dentro de si.
Bjs..
Juliana (irmã da Dani)
P.S.: Diga ao Mike que rezamos por sua mãe, irmãos e pelo seu povo. Salam.
unquote
Ju, obrigado por essa carta e também por me deixar publicar.
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Entre a ética e a guerra
Olá Alan, estou com saudades...
Ontem entrei com a Dani no seu diário e lemos seus textos. Três deles me chamaram a atenção. Primeiro a situação vivida na sala de aula...(nunca havia ouvido falar sobre a teoria (??), minha irmã me explicou mais ou menos), o que me interessou foi a falta de integridade da sua colega, a guerra não declarada de mercado, que gera falta de confiabilidade, companheirismo, visão de bem estar comum, possível mesmo numa sociedade de mercado... e é aí, na fragilidade de caráter que se abre caminho para as mais bestiais situações de vida. Pensei que diante sua postura, é ainda possível viver melhor ou mais do que isso, conviver e se possível, cada vez melhor.
Sentado no metrô, para quem ousa, é possível viver e reviver várias vidas, e extrair de cada existência, em cada simplicidade de vivências, um melhor jeito de viver. Talvez sua colega do MBA sente também no metrô, no mesmo lugar, do mesmo jeito e o utilize única e simplesmente como meio de transporte, onde a avidez pelo sucesso não permita a viagem dentro de si mesmo. Isso é um vazio. Pensei em tudo isso, e pude enxergar a cabeçada de Zidane...um outro vazio...se para ele era ultrajante as ofensas dirigidas as mulheres de sua família, seria no mínimo bom senso, ignorar. Pergunto-me se, já que havia a necessidade sobrepujante de vingança, não seria igualmente ofensivo devolver as ofensas? No entanto, dou-lhe uma cabeçada...Ainda, não satisfeita e envolta pelas suas palavras, novamente considerei...não teriam começado com cabeçadas as guerras? Senti sua solidariedade e acredito que até indignação diante do absurdo insondável que ocorre no Líbano. Lembrei-me de quando minha irmã maravilhada viu a reconstrução do país, numa exposição (acho).
Pensei que, ao voltar as aulas, terei que resgatar os cartões por você enviados e contar às crianças que parte daquilo que os encantou está destruído, que há pessoas morrendo e tristes, desesperadas; que lá é a terra natal do Mike e que moram seus parentes e amigos, e que todo esse mal, são nada mais, nada menos que cabeçadas, avidez, falta de generosidade. Talvez por não saberem (eles – os feitores de guerra), o que é sustentar a ética, o caráter, a inteligência. Talvez por que não sejam capazes de sentar no metrô e sorrir, simplesmente inebriado pela bela viagem que alguns podem fazer pelo que há por dentro de si.
Bjs..
Juliana (irmã da Dani)
P.S.: Diga ao Mike que rezamos por sua mãe, irmãos e pelo seu povo. Salam.
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terça-feira, julho 18, 2006
E a tal da ética?
Alguns de vocês já devem ter ouvido falar do “Dilema do Prisioneiro”, porém acredito que muitos (principalmente aqueles que não frequentaram business schools ou aulas de economia) não o conhecem. Em poucas palavras, quando aprendemos o tal dilema do prisioneiro, aprendemos que duas empresas atuando no mesmo ramo maximizariam os lucros caso cooperassem entre si e seguissem uma determinada estratégia sem o objetivo de prejudicar a outra empresa. Porém o tal dilema nos ensina que isso nunca acontece e que fatalmente uma das empresas vai trair, vai faltar com a palavra, vai mentir...resultado: maiores ganhos imediatos e perda para ambas as empresas no longo termo.
Nós aprendemos o tal dilema na primeira fase do MBA na matéria de Business Economics, porém foi na semana passada durante o primeiro seminário do IPP que nós fizemos um exercício prático do tal dilema. No exercício nós fomos divididos em 2 grupos e eu fui eleito líder do meu grupo. Logo que começaram as discussões sobre a nossa estratégia eu disse que nós poderíamos escolher a estratégia que quiséssemos, porém eu me negaria a faltar com a palavra ou mentir, uma vez que eu seria o representante do nosso grupo para negociar com o outro grupo. E disse ainda que caso o grupo quisesse agir de tal forma, que elegessem um outro líder.
Depois de muita discussão, todos concordaram e eu fui pra sala de negociações. Não cabe dar nome aos bois aqui nesse blog, mas a pessoa que veio negociar comigo é uma grande amiga do MBA e eu me senti aliviado quando vi que ela entrou na sala pois pensei “nela eu posso confiar”. Voltei confiante para o nosso grupo e disse, vamos com a nossa estratégia até a próxima rodada de negociações e manteremos a nossa palavra. Nesse meio tempo, 4 dos 7 integrantes do grupo começam a pôr em dúvida a estratégia e dizem que nós deveríamos tomar uma outra posição antes que o outro grupo o fizesse. Foi aí que eu usei os poderes que me foram delegados no começo do jogo e disse que a minha palavra seria mantida e que nós não iríamos trair a confiança do outro grupo. Pouco antes da segunda rodada de negociações, tivemos a notícia de que o outro grupo tinha traído.
Eu fiquei chocado, principalmente porque acreditava muito na pessoa com quem negociei. Não me restou outra alternativa a não ser passar a função de líder para um outro integrante do grupo, afinal de contas, isso seria o mais óbvio a fazer caso estivéssemos no mundo real também.
Enfim, o tal dilema do prisioneiro foi provado e eu continuo sem entender porquê as pessoas precisam mentir e trair ao invés de colaborar, sendo que TODOS sabem que os resultados são os melhores para ambas as empresas caso as duas colaborem entre si. Por acaso faz parte da natureza humana querer a desgraça alheia? Asseguro que não faz parte da minha, mas olhando para o resultado desse jogo (e aproveitando para fazer um paralelo com a situação atual no Líbano), infelizmente acho que esse é o caso.
E o que as pessoas que traem dizem para se justificar? A resposta mais comum era “ah, mas isso é só um jogo”. Pois na minha opinião isso faz da situação ainda pior – se alguém é capaz de mentir e trair por NADA, fico imaginando o que não fariam por dinheiro, sucesso ou seja lá o que for.
Quanto à minha amiga, eu não podia estar tão errado com relação à ela. Claro que a minha confiaça nela ficou abalada, mas depois do tal jogo e das discussões em sala, em que o meu grupo mencionou como eu lidei com a situação, essa minha amiga ficou tão arrasada e com vergonha de si mesma que eu cheguei a ficar com pena. Mas antes ela ter aprendido dessa forma do que ter que presenciar tal situação na vida real. E tomara que tenha aprendido mesmo...
Meu grupo perdeu o jogo...claro que isso não me alegra, porém poder estar sempre de cabeça erguida e agir de acordo com os meus princípios é algo que meu pai me ensinou e reforçou no dia-a-dia, seja através de palavras, mas principalmente através de atos. Prefiro perder meu emprego do que perder minha dignidade. Prefiro perder meu emprego do que passar como traidor. Prefiro perder meu emprego do que perder meu melhor amigo.
Ética não é algo que se aplica aqui, mas não ali; de acordo com a conveniência da situação. É algo que deve ser aplicado todos os dias e guiar as ações de cada indivíduo. Pois nada como poder falar com os outros olhando diretamente nos olhos, sem ter vergonha de ter feito algo errado e poder colocar a cabeça no travesseiro e dormir em paz.
Aliás, é exatamente isso que farei agora pois amanhã será o meu primeiro dia de trabalho na Carlson Wagonlit Travel aqui em Paris. Quanto ao casamento na Provence, acho que foi o melhor que eu já estive! Foi realmente fantástico e me diverti muito no final de semana. Como esqueci a minha máquina, dependo dos meus amigos para poder colocar fotos aqui no blog, mas o farei assim que possível.
Nós aprendemos o tal dilema na primeira fase do MBA na matéria de Business Economics, porém foi na semana passada durante o primeiro seminário do IPP que nós fizemos um exercício prático do tal dilema. No exercício nós fomos divididos em 2 grupos e eu fui eleito líder do meu grupo. Logo que começaram as discussões sobre a nossa estratégia eu disse que nós poderíamos escolher a estratégia que quiséssemos, porém eu me negaria a faltar com a palavra ou mentir, uma vez que eu seria o representante do nosso grupo para negociar com o outro grupo. E disse ainda que caso o grupo quisesse agir de tal forma, que elegessem um outro líder.
Depois de muita discussão, todos concordaram e eu fui pra sala de negociações. Não cabe dar nome aos bois aqui nesse blog, mas a pessoa que veio negociar comigo é uma grande amiga do MBA e eu me senti aliviado quando vi que ela entrou na sala pois pensei “nela eu posso confiar”. Voltei confiante para o nosso grupo e disse, vamos com a nossa estratégia até a próxima rodada de negociações e manteremos a nossa palavra. Nesse meio tempo, 4 dos 7 integrantes do grupo começam a pôr em dúvida a estratégia e dizem que nós deveríamos tomar uma outra posição antes que o outro grupo o fizesse. Foi aí que eu usei os poderes que me foram delegados no começo do jogo e disse que a minha palavra seria mantida e que nós não iríamos trair a confiança do outro grupo. Pouco antes da segunda rodada de negociações, tivemos a notícia de que o outro grupo tinha traído.
Eu fiquei chocado, principalmente porque acreditava muito na pessoa com quem negociei. Não me restou outra alternativa a não ser passar a função de líder para um outro integrante do grupo, afinal de contas, isso seria o mais óbvio a fazer caso estivéssemos no mundo real também.
Enfim, o tal dilema do prisioneiro foi provado e eu continuo sem entender porquê as pessoas precisam mentir e trair ao invés de colaborar, sendo que TODOS sabem que os resultados são os melhores para ambas as empresas caso as duas colaborem entre si. Por acaso faz parte da natureza humana querer a desgraça alheia? Asseguro que não faz parte da minha, mas olhando para o resultado desse jogo (e aproveitando para fazer um paralelo com a situação atual no Líbano), infelizmente acho que esse é o caso.
E o que as pessoas que traem dizem para se justificar? A resposta mais comum era “ah, mas isso é só um jogo”. Pois na minha opinião isso faz da situação ainda pior – se alguém é capaz de mentir e trair por NADA, fico imaginando o que não fariam por dinheiro, sucesso ou seja lá o que for.
Quanto à minha amiga, eu não podia estar tão errado com relação à ela. Claro que a minha confiaça nela ficou abalada, mas depois do tal jogo e das discussões em sala, em que o meu grupo mencionou como eu lidei com a situação, essa minha amiga ficou tão arrasada e com vergonha de si mesma que eu cheguei a ficar com pena. Mas antes ela ter aprendido dessa forma do que ter que presenciar tal situação na vida real. E tomara que tenha aprendido mesmo...
Meu grupo perdeu o jogo...claro que isso não me alegra, porém poder estar sempre de cabeça erguida e agir de acordo com os meus princípios é algo que meu pai me ensinou e reforçou no dia-a-dia, seja através de palavras, mas principalmente através de atos. Prefiro perder meu emprego do que perder minha dignidade. Prefiro perder meu emprego do que passar como traidor. Prefiro perder meu emprego do que perder meu melhor amigo.
Ética não é algo que se aplica aqui, mas não ali; de acordo com a conveniência da situação. É algo que deve ser aplicado todos os dias e guiar as ações de cada indivíduo. Pois nada como poder falar com os outros olhando diretamente nos olhos, sem ter vergonha de ter feito algo errado e poder colocar a cabeça no travesseiro e dormir em paz.
Aliás, é exatamente isso que farei agora pois amanhã será o meu primeiro dia de trabalho na Carlson Wagonlit Travel aqui em Paris. Quanto ao casamento na Provence, acho que foi o melhor que eu já estive! Foi realmente fantástico e me diverti muito no final de semana. Como esqueci a minha máquina, dependo dos meus amigos para poder colocar fotos aqui no blog, mas o farei assim que possível.
quinta-feira, julho 13, 2006
A bordo do M/S Chatellet les Halles
Aproveitei a brisa da manhã a bordo do meu cruzeiro pelo Mediterrâneo para me espreguiçar em uma das cadeiras vazias do deck e tirar um cochilo sentindo o balanço das ondas e o cheiro de mar.
Foi ao som de Gal Costa e Zeca Baleiro no meu iPod que eu me imaginei na situação acima, mesmo estando sentado no RER rumo à Massy Palaiseau, algo como a Estação da Luz em São Paulo.
É incrível como sons e cheiros têm esse efeito que chega a ser mágico comigo. Não é raro uma música me levar de volta para um bailinho de infância no quintal de casa ou eu ficar com todos os cabelos do corpo arrepiados quando uma orquestra sinfônica toca a primeira nota musical. Ou ainda lembrar-me de um beijo dado ao som de L’Aurora, de um retorno à casa depois de muito tempo fora quando ouço Amor Perfeito, da trilha sonora de um filme que eu adorei ou simplesmente de um momento qualquer, que parecia bestial quando estava acontecendo e que volta sorrateiro na memória quando a Marisa Monte entoa “apagaram tudo, pintaram tudo de cinza, a palavra no muro, ficou coberta de tinta”.
E os cheiros fazem exatamente a mesma coisa. Não sei se já aconteceu com outros, mas eu já senti vontade de sair atrás de alguém que não conheço simplesmente por causa de um perfume irresistível. Mas eu não me refiro somente ao cheiro de um perfume – tem o cheiro inconfundível do arroz e feijão de casa, do amaciante usado para lavar a roupa, o cheiro da chuva chegando e eu também lembro do cheiro da minha mãe quando saía do banho e vinha dar um beijo de boa noite em mim e nos meus irmãos antes de ir se deitar.
Nostalgia? Talvez. Romantismo? Pode ser. Mas a sensação é tão prazerosa que fiquei com pena daqueles que estavam no RER sentados ao meu lado numa simples viagem de trem, pois naquele momento eu estava viajando bem longe dali...com um sorriso largo no rosto.
Foi ao som de Gal Costa e Zeca Baleiro no meu iPod que eu me imaginei na situação acima, mesmo estando sentado no RER rumo à Massy Palaiseau, algo como a Estação da Luz em São Paulo.
É incrível como sons e cheiros têm esse efeito que chega a ser mágico comigo. Não é raro uma música me levar de volta para um bailinho de infância no quintal de casa ou eu ficar com todos os cabelos do corpo arrepiados quando uma orquestra sinfônica toca a primeira nota musical. Ou ainda lembrar-me de um beijo dado ao som de L’Aurora, de um retorno à casa depois de muito tempo fora quando ouço Amor Perfeito, da trilha sonora de um filme que eu adorei ou simplesmente de um momento qualquer, que parecia bestial quando estava acontecendo e que volta sorrateiro na memória quando a Marisa Monte entoa “apagaram tudo, pintaram tudo de cinza, a palavra no muro, ficou coberta de tinta”.
E os cheiros fazem exatamente a mesma coisa. Não sei se já aconteceu com outros, mas eu já senti vontade de sair atrás de alguém que não conheço simplesmente por causa de um perfume irresistível. Mas eu não me refiro somente ao cheiro de um perfume – tem o cheiro inconfundível do arroz e feijão de casa, do amaciante usado para lavar a roupa, o cheiro da chuva chegando e eu também lembro do cheiro da minha mãe quando saía do banho e vinha dar um beijo de boa noite em mim e nos meus irmãos antes de ir se deitar.
Nostalgia? Talvez. Romantismo? Pode ser. Mas a sensação é tão prazerosa que fiquei com pena daqueles que estavam no RER sentados ao meu lado numa simples viagem de trem, pois naquele momento eu estava viajando bem longe dali...com um sorriso largo no rosto.
To my lebanese friends
I do not intend to make this long nor political, but I just want to show my full support to the country and people who received me with open arms some years ago - Lebanon and the lebanese people.
My heart sank when I saw the news yesterday and I could not concentrate in class this morning when I heard that Beirut airport was being bombed.
To all my friends and their families in Lebanon, I just want to say that my prayers are for you and God bless you all and give you strengh to go through this bad period. Hopefully this absurd situation will come to an end soon.
Peace. Salam.
My heart sank when I saw the news yesterday and I could not concentrate in class this morning when I heard that Beirut airport was being bombed.
To all my friends and their families in Lebanon, I just want to say that my prayers are for you and God bless you all and give you strengh to go through this bad period. Hopefully this absurd situation will come to an end soon.
Peace. Salam.
segunda-feira, julho 10, 2006
Jantar cucaracho

Da esquerda pra direita: Puvadol (tailandês, tá, sei que disse América Latina, mas dizem que o povo tailandês é super parecido com o brasileiro, então o Puvadol foi de agregado), Fabiola (peruana), eu (Brasil!!!!), Maria Paula (espanhola), Zoila (peruana), Carlos (espanhol, marido da Mônica), Mônica (venezuelana), Teresa (peruana) e Roberto (mexicano).
No último sábado me reuni com os hermanos latinos e espanhóis do MBA para um jantar brasileiro.
Como a partir de agora cada um segue um caminho diferente, vai ficar muito mais difícil de reunir o pessoal, então foi um jantar de quase-despedida. A Fabíola está se mudando para Bonn na Alemanha e vai trabalhar com a DHL. Eu começo no dia 18, próxima terça-feira, com a Carlson Wagonlit Travel e os outros vão fazer os tracks de Marketing, Finanças, Estratégia, etc.
Na próxima quarta e quinta-feira acontecerá o primeiro seminário para aqueles que vão trabalhar, como é o meu caso. Minhas curtas férias passaram muito rápido e nem tive muito tempo de fazer tudo o que queria e aproveitar os dias ensolarados em Paris.
Na sexta-feira estou planejando ver os fogos de artifício para as comemorações de 14 de Julho e no sábado viajo para o sul da França onde participarei de dois dias de festa para o casamento da Michelle, uma amiga do MBA de Hong Kong que está se casando com um francês.
A cerimônia e a festa serão num vilarejo próximo à Aix-en-Provence, que eu ainda não conheço, mas já ouvi maravilhas a respeito da região. A festa será no jardim da casa dos pais do noivo, com direito a cocktail e jantar no sábado e brunch à beira da piscina no domingo.
Prometo voltar com fotos.
terça-feira, julho 04, 2006
Pornografia cultural e ar condicionado
Minha amiga Ho veio à Paris por 24 horas e claro que se arrependeu. Não de ter vindo, mas de não ter ficado mais. Aliás, desde que ela se foi, não tive notícias dela e estou preocupado, afinal de contas o bilhete dela era com a Varig, que não está voando para Paris no momento, então como ela chegou em São Paulo, se é que ela já chegou, eu ainda não sei.
Fora o jogo no sábado à noite, o resto do final de semana foi ótimo. Mandei a Ho pro Louvre, que tem entrada gratuita todos os primeiros domingos de cada mês, e eu fui trabalhar por 3 horas com o meu grupo para a nossa decisão do Markstrat, uma matéria que estou fazendo que simula um jogo de Marketing em que competimos contra os outros grupos. Aliás, a última decisão foi enviada hoje cedo e o nosso grupo, que começou bem, passou por uma decadência horrível, conseguiu reverter a situação e terminamos o jogo com um índice de bolsa em crescimento e com o maior índice de retorno no investimento.
A Ho voltou do Louvre e nós fomos almoçar - eu, ela, Mike, Puvadol e Labony. Almoçamos na varanda de um restaurante italiano ótimo aqui no Marais chamado Santo Antonio, caminhamos fuçando pelas lojas em promoção, não compramos nada e decidimos ir tomar sorvete no Amorino, que é o melhor "gelato" italiano de Paris!
Daí como a entrada do Pompidou também era gratuita no último domingo, resolvemos visitá-lo também. Para aqueles que não sabem, o Louvre tem acervo de obras que vão até 1850. O Musée d'Orsay abriga arte de 1850-1950 e o Centro Georges Pompidou é dedicado à arte moderna.
Ao entramos no Pompidou, ai que maravilha. Ainda não pela arte, mas pelo ar condicionado. Dos 32 graus que fazia lá fora para o frescor do ar condicionado, seja lá o que estivessem exibindo, seria o máximo pra nós. Ar condicionado é artigo de luxo em Paris!
Tentamos ver uma exposição de Los Angeles que está causando o maior furor, mas como essa exposição é particular, tinha que pagar. Estudantes em crise de orçamento decidiram por ver o que era gratuito. Rumo ao primeiro andar, vimos uma exposição de quadros com arte abstrata. Enquanto olhávamos os quadros, o Mike solta:
"Se der um pedaço de papel e lápis pro Hassouna (o sobrinho dele de 6 anos), ele também consegue fazer isso". Foi o suficiente pra Labony, Ho e eu termos um ataque de riso. Mas logo veio um encarregado do museu pedindo pra que a gente fizesse menos barulho. Na realidade ele veio falar com a gente porque acho que nós acordamos o carinha que estava "tomando conta" daquela ala (nem preciso dizer que ele estava no meio de uma "siesta").
Saímos da ala dos quadros e prosseguimos para a ala de mídia. Definitivamente esse foi o ponto alto da visita. Vamos lá:
- Um projeção mostrava o filme de um homem andando de traz pra frente num quadrado traçado no chão. Sinceramente, não entendi o propósito dessa obra, mas eu e a Ho quase nos matamos de tanto rir. Vai ver que essa era a intenção, fazer rir.
- O quarto cor de rosa da Barbie. Um espaço totalmente cor de rosa com um sapato alto enorme no fundo da sala. Curioso era que tinha várias pessoas sentadas na sala sem fazer nada, só olhando para o ambiente cor de rosa.
- Seis bastões coloridos espalhados pelo andar deixaram o Puvadol com os nervos à flor da pele e vontade de destruir todos eles.
- Uma outra sala indicava que o conteúdo que estava sendo exibido dentro dela poderia ser agressivo para pessoas sensíveis. Claro que nós entramos imediatamente. Era pornografia ao som de Bjork. Coisas que só se encontra aqui em Paris. E claro que algumas americanas desavisadas entraram por um lado da sala, e saíram imediatamente horrorizadas pelo outro. A Labony gostou!
De volta ao calor das ruas de Paris, voltamos pra casa e já estava na hora da Ho ir pro aeroporto. A Ho vive me encontrando onde quer que eu esteja morando no mundo, só espero que da próxima vez ela venha com mais tempo. Ho, cadê você? Já chegou?
Fora o jogo no sábado à noite, o resto do final de semana foi ótimo. Mandei a Ho pro Louvre, que tem entrada gratuita todos os primeiros domingos de cada mês, e eu fui trabalhar por 3 horas com o meu grupo para a nossa decisão do Markstrat, uma matéria que estou fazendo que simula um jogo de Marketing em que competimos contra os outros grupos. Aliás, a última decisão foi enviada hoje cedo e o nosso grupo, que começou bem, passou por uma decadência horrível, conseguiu reverter a situação e terminamos o jogo com um índice de bolsa em crescimento e com o maior índice de retorno no investimento.
A Ho voltou do Louvre e nós fomos almoçar - eu, ela, Mike, Puvadol e Labony. Almoçamos na varanda de um restaurante italiano ótimo aqui no Marais chamado Santo Antonio, caminhamos fuçando pelas lojas em promoção, não compramos nada e decidimos ir tomar sorvete no Amorino, que é o melhor "gelato" italiano de Paris!
Daí como a entrada do Pompidou também era gratuita no último domingo, resolvemos visitá-lo também. Para aqueles que não sabem, o Louvre tem acervo de obras que vão até 1850. O Musée d'Orsay abriga arte de 1850-1950 e o Centro Georges Pompidou é dedicado à arte moderna.
Ao entramos no Pompidou, ai que maravilha. Ainda não pela arte, mas pelo ar condicionado. Dos 32 graus que fazia lá fora para o frescor do ar condicionado, seja lá o que estivessem exibindo, seria o máximo pra nós. Ar condicionado é artigo de luxo em Paris!
Tentamos ver uma exposição de Los Angeles que está causando o maior furor, mas como essa exposição é particular, tinha que pagar. Estudantes em crise de orçamento decidiram por ver o que era gratuito. Rumo ao primeiro andar, vimos uma exposição de quadros com arte abstrata. Enquanto olhávamos os quadros, o Mike solta:
"Se der um pedaço de papel e lápis pro Hassouna (o sobrinho dele de 6 anos), ele também consegue fazer isso". Foi o suficiente pra Labony, Ho e eu termos um ataque de riso. Mas logo veio um encarregado do museu pedindo pra que a gente fizesse menos barulho. Na realidade ele veio falar com a gente porque acho que nós acordamos o carinha que estava "tomando conta" daquela ala (nem preciso dizer que ele estava no meio de uma "siesta").
Saímos da ala dos quadros e prosseguimos para a ala de mídia. Definitivamente esse foi o ponto alto da visita. Vamos lá:
- Um projeção mostrava o filme de um homem andando de traz pra frente num quadrado traçado no chão. Sinceramente, não entendi o propósito dessa obra, mas eu e a Ho quase nos matamos de tanto rir. Vai ver que essa era a intenção, fazer rir.
- O quarto cor de rosa da Barbie. Um espaço totalmente cor de rosa com um sapato alto enorme no fundo da sala. Curioso era que tinha várias pessoas sentadas na sala sem fazer nada, só olhando para o ambiente cor de rosa.
- Seis bastões coloridos espalhados pelo andar deixaram o Puvadol com os nervos à flor da pele e vontade de destruir todos eles.
- Uma outra sala indicava que o conteúdo que estava sendo exibido dentro dela poderia ser agressivo para pessoas sensíveis. Claro que nós entramos imediatamente. Era pornografia ao som de Bjork. Coisas que só se encontra aqui em Paris. E claro que algumas americanas desavisadas entraram por um lado da sala, e saíram imediatamente horrorizadas pelo outro. A Labony gostou!
De volta ao calor das ruas de Paris, voltamos pra casa e já estava na hora da Ho ir pro aeroporto. A Ho vive me encontrando onde quer que eu esteja morando no mundo, só espero que da próxima vez ela venha com mais tempo. Ho, cadê você? Já chegou?
sábado, julho 01, 2006
Eu estou triste!
Fui assistir o jogo no meu restaurante brasileiro predileto em Paris, o L'Area, que estava cheio de brasileiros, mas também estava cheio de franceses.
A lembrança que eu tenho da Copa do Mundo fora de casa é do meu choro de alegria abraçando os meus amigos libaneses quando o Brasil ganhou em 2002. Hoje o choro dos Brasileiros foi diferente. Quando o jogo acabou e eu olhei pra trás, com o coração apertado, vi a garota enrolada com a bandeira do Brasil chorando. O namorado dela também. Um outro brasileiro com quem eu estava conversando fazia o mesmo e a única vontade que eu senti foi de sair correndo daquele lugar diante da classificação da França.
Estou triste, nessa hora queria estar no Brasil para pelo menos poder dividir essa tristeza com outros Brasileiros, porque aqui nas ruas de Paris certamente vai ser buzina, barulho e festa a noite toda.
Agora como Portugal foi o único time classificado que eu queria nas semi-finais, é para os Portugueses que eu vou torcer que ganhem a Copa!
A lembrança que eu tenho da Copa do Mundo fora de casa é do meu choro de alegria abraçando os meus amigos libaneses quando o Brasil ganhou em 2002. Hoje o choro dos Brasileiros foi diferente. Quando o jogo acabou e eu olhei pra trás, com o coração apertado, vi a garota enrolada com a bandeira do Brasil chorando. O namorado dela também. Um outro brasileiro com quem eu estava conversando fazia o mesmo e a única vontade que eu senti foi de sair correndo daquele lugar diante da classificação da França.
Estou triste, nessa hora queria estar no Brasil para pelo menos poder dividir essa tristeza com outros Brasileiros, porque aqui nas ruas de Paris certamente vai ser buzina, barulho e festa a noite toda.
Agora como Portugal foi o único time classificado que eu queria nas semi-finais, é para os Portugueses que eu vou torcer que ganhem a Copa!
sexta-feira, junho 30, 2006
Quer assistir um bom filme?
Eu acabei de sair do cinema de alma lavada! Assisti um filme francês do diretor Gérald Hustache-Mathieuque chamado "Avril", que trata-se do nome da personagem principal do filme.
O filme é uma hora e meia de sensibilidade e poesia. A personagem principal, Avril, foi criada num convento e está prestes a se tornar uma freira quando ela descobre que tem um irmão e decide sair à sua busca. E esse reencontro muda várias coisas na vida dos dois!
Eu saí do cinema leve, feliz...o filme faz rir, faz chorar, faz refletir, mostra o amor verdadeiro, o silêncio, as relações humanas, grandes descobertas em coisas simples da vida!
Junto com Volver do Almodovar, um dos melhores filmes que assisti esse ano! Espero que esteja passando aí no Brasil.
O filme é uma hora e meia de sensibilidade e poesia. A personagem principal, Avril, foi criada num convento e está prestes a se tornar uma freira quando ela descobre que tem um irmão e decide sair à sua busca. E esse reencontro muda várias coisas na vida dos dois!
Eu saí do cinema leve, feliz...o filme faz rir, faz chorar, faz refletir, mostra o amor verdadeiro, o silêncio, as relações humanas, grandes descobertas em coisas simples da vida!
Junto com Volver do Almodovar, um dos melhores filmes que assisti esse ano! Espero que esteja passando aí no Brasil.
terça-feira, junho 27, 2006
Déjà vu
Eu juro que estava torcendo para Espanha ganhar da França para não ter que ver o Brasil jogar com a França nas quartas de final. Mas o jogo terminou agora e os espanhóis não conseguiram a vitória!
Todo mundo é testemunha de quanto eu amo essa terra, mas no final das contas, eu sou Brasileiro!! Tenho que arrumar um grupo totalmente pró-Brasil para torcer no próximo sábado.
E que vença o melhor!
Todo mundo é testemunha de quanto eu amo essa terra, mas no final das contas, eu sou Brasileiro!! Tenho que arrumar um grupo totalmente pró-Brasil para torcer no próximo sábado.
E que vença o melhor!
segunda-feira, junho 26, 2006
Os Brasileiros imigraram para a Holanda
Obviamente sem considerar o Brasil, eu nunca vi tanto Brasileiro junto como nesse último final de semana em Amsterdam. Eles estavam por todo canto! E claro que a grande maioria usando com orgulho a camisa do Brasil. Fiquei impressionado, por onde quer que a gente ia em Amsterdam, ouvia-se o português. Não sei se foi pura coincidência ou se havia algum evento para Brasileiros na cidade. Fato é que dentro do Museu Van Gogh, fantástico diga-se de passagem, parecia que eu estava andando pelo Memorial da América Latina em São Paulo.
E Amsterdam - sim, novamente mudei a primeira impressão que tive de uma cidade. Mas eu percebi porque não gostei de Amsterdam da primeira vez que fui, e caso tivesse ido sozinho novamente, não creio que teria gostado da cidade. O que para alguns pode ser "interessante", para mim os tais coffee shops que vendem legalmente os cigarros de maconha junto com o ambiente de prostituição, principalmente nas mediações do bairro da Luz Vermelha, dão um ar deprimente à cidade, ao qual eu estava mais susceptível quando visitei Amsterdam sozinho no verão do ano 2000.
Seis verões se passaram e dessa vez eu viajei para capital holandesa convidado pelo Puvadol, um amigo tailandês do MBA, que foi pra lá visitar outros amigos. Um dos seus amigos foi buscar a gente no aeroporto e de lá nós seguimos imediatamente para Gouda, cujo nome deu origem ao queijo que conhecemos. Os holandeses podem não ter a variedade que os franceses têm em queijos, mas o pouco que fazem, o fazem muitíssimo bem! Gouda é uma típica cidadezinha européia, com uma praça central cheia de lojinhas, restaurantes, a prefeitura e a igreja. A arquitetura tipicamente holandesa, com as casinhas estreitas e pontiagudas no teto, e o estilo interior dão um toque de charme à esta cidade, que valeu a pena visitar.
Outra caraterística que faz a fama de Amsterdam é a comida ruim. E realmente pelo que OBSERVEI ao andar pela cidade, a culinária realmente não é um ponto forte por lá. Reparem que eu escrevi observei ao invés de provei. Por isso que é sempre bom encontrar com pessoas que moram na cidade, pois as chances de parar nos lugares conhecidos como tourist traps ou armadilhas pra turistas diminuem em pelo menos 99%.
Comi muitíssimo bem em Amsterdam! Uma vez num café com vista para o canal chamado "Buffet van odette" e todas as outras na casa dos novos amigos em Amsterdam. Foi ótimo, pois além de economizar o dinheiro das refeições, era muito mais agradável e saboroso comer em casa, batendo papo e vendo o sol se pôr* do apartamento deles com vista para um dos canais (* o pôr do sol durante o verão acontece depois das 22:00). O cardápio das duas noites foi inspirado na cozinha tailandesa, mas de entrada na segunda noite saboreamos um prato composto de foie gras com framboesas, pêra cozida no vinho branco com especiarias, folhas de endiva com roquefort e chutney de manga. Tudo isso combina PERFEITAMENTE com um vinho doce Sauternes, que foi o que bebemos ao saborear esse prato. Uma magia de sabores impossível de ser descrita!
No quesito Copa do Mundo, os holandeses são super patrióticos e o espírito da Copa está por todo lado na cidade. Ainda bem que eu pude presenciar tudo isso antes dos portugueses acabarem com a festa deles ontem!
Semana agitada e tempo ruim em Paris, com céu nublado e chuva. Apesar de não ter aula hoje, tenho que começar a trabalhar nos dois trabalhos que tenho que entregar essa semana. São dois textos: o primeiro é baseado em uma série de palestras que tivemos com pessoas que são influentes no que quer que façam e dessa forma vieram nos falar sobre liderança - o texto deve abordar os pontos fortes e pontos fracos pessoais no quesito liderança; o segundo texto é um plano de carreira, que deve ser feito baseado nos diferentes seminários que tivemos voltados para essa área.
E final de semana que vem a minha grande amiga Ho está chegando aqui em Paris por somente 24 horas, então tenho que trabalhar agora para poder aproveitar bem o tempo com ela!
Eu passeando no sábado de sol pelos canais de Amsterdam

A arquitetura holandesa, que está presente por toda a cidade
E Amsterdam - sim, novamente mudei a primeira impressão que tive de uma cidade. Mas eu percebi porque não gostei de Amsterdam da primeira vez que fui, e caso tivesse ido sozinho novamente, não creio que teria gostado da cidade. O que para alguns pode ser "interessante", para mim os tais coffee shops que vendem legalmente os cigarros de maconha junto com o ambiente de prostituição, principalmente nas mediações do bairro da Luz Vermelha, dão um ar deprimente à cidade, ao qual eu estava mais susceptível quando visitei Amsterdam sozinho no verão do ano 2000.
Seis verões se passaram e dessa vez eu viajei para capital holandesa convidado pelo Puvadol, um amigo tailandês do MBA, que foi pra lá visitar outros amigos. Um dos seus amigos foi buscar a gente no aeroporto e de lá nós seguimos imediatamente para Gouda, cujo nome deu origem ao queijo que conhecemos. Os holandeses podem não ter a variedade que os franceses têm em queijos, mas o pouco que fazem, o fazem muitíssimo bem! Gouda é uma típica cidadezinha européia, com uma praça central cheia de lojinhas, restaurantes, a prefeitura e a igreja. A arquitetura tipicamente holandesa, com as casinhas estreitas e pontiagudas no teto, e o estilo interior dão um toque de charme à esta cidade, que valeu a pena visitar.
Outra caraterística que faz a fama de Amsterdam é a comida ruim. E realmente pelo que OBSERVEI ao andar pela cidade, a culinária realmente não é um ponto forte por lá. Reparem que eu escrevi observei ao invés de provei. Por isso que é sempre bom encontrar com pessoas que moram na cidade, pois as chances de parar nos lugares conhecidos como tourist traps ou armadilhas pra turistas diminuem em pelo menos 99%.
Comi muitíssimo bem em Amsterdam! Uma vez num café com vista para o canal chamado "Buffet van odette" e todas as outras na casa dos novos amigos em Amsterdam. Foi ótimo, pois além de economizar o dinheiro das refeições, era muito mais agradável e saboroso comer em casa, batendo papo e vendo o sol se pôr* do apartamento deles com vista para um dos canais (* o pôr do sol durante o verão acontece depois das 22:00). O cardápio das duas noites foi inspirado na cozinha tailandesa, mas de entrada na segunda noite saboreamos um prato composto de foie gras com framboesas, pêra cozida no vinho branco com especiarias, folhas de endiva com roquefort e chutney de manga. Tudo isso combina PERFEITAMENTE com um vinho doce Sauternes, que foi o que bebemos ao saborear esse prato. Uma magia de sabores impossível de ser descrita!
No quesito Copa do Mundo, os holandeses são super patrióticos e o espírito da Copa está por todo lado na cidade. Ainda bem que eu pude presenciar tudo isso antes dos portugueses acabarem com a festa deles ontem!
Semana agitada e tempo ruim em Paris, com céu nublado e chuva. Apesar de não ter aula hoje, tenho que começar a trabalhar nos dois trabalhos que tenho que entregar essa semana. São dois textos: o primeiro é baseado em uma série de palestras que tivemos com pessoas que são influentes no que quer que façam e dessa forma vieram nos falar sobre liderança - o texto deve abordar os pontos fortes e pontos fracos pessoais no quesito liderança; o segundo texto é um plano de carreira, que deve ser feito baseado nos diferentes seminários que tivemos voltados para essa área.
E final de semana que vem a minha grande amiga Ho está chegando aqui em Paris por somente 24 horas, então tenho que trabalhar agora para poder aproveitar bem o tempo com ela!
Eu passeando no sábado de sol pelos canais de Amsterdam

A arquitetura holandesa, que está presente por toda a cidade
quinta-feira, junho 22, 2006
Tão cum macumba pra cima de mim...
Depois de ter aproveitado o meu final de semana com o roller novo em Paris, passei o resto da semana inteira com o pé esquerdo doendo pra @!#$%&*!!! Claro que eu mal pude ir à academia e ainda por cima passei vários dias com uma diarréia horrorosa, daquelas que você começa a suar frio e tem que correr caçar um banheiro.
Enfim, o pé ainda não está 100%, mas melhorou bastente. A diarréia também não se foi de vez, mas já estou indo SOMENTE três vezes por dia ao banheiro.
De volta à HEC, precisamente agora, acabamos de concluir o nosso projeto para o curso de Advertising & Promotion, cujo tema foi "Reposicionamento da Starbucks na França". O projeto deu um baita trabalho, mas acho que estou pronto para me tornar o diretor de uma agência de publicidade. Brincadeira! Mas o nosso grupo ficou super feliz com o resultado e com o aprendizado que tivemos com esse projeto.
Amanhã cedo parto para um final de semana prolongado em Amsterdam, que assim como Barcelona, não gostei da primeira vez que fui. Mas como revi meus conceitos com relação à Barcelona, Amsterdam também merece sua segunda chance.
Enfim, o pé ainda não está 100%, mas melhorou bastente. A diarréia também não se foi de vez, mas já estou indo SOMENTE três vezes por dia ao banheiro.
De volta à HEC, precisamente agora, acabamos de concluir o nosso projeto para o curso de Advertising & Promotion, cujo tema foi "Reposicionamento da Starbucks na França". O projeto deu um baita trabalho, mas acho que estou pronto para me tornar o diretor de uma agência de publicidade. Brincadeira! Mas o nosso grupo ficou super feliz com o resultado e com o aprendizado que tivemos com esse projeto.
Amanhã cedo parto para um final de semana prolongado em Amsterdam, que assim como Barcelona, não gostei da primeira vez que fui. Mas como revi meus conceitos com relação à Barcelona, Amsterdam também merece sua segunda chance.
domingo, junho 18, 2006
Ninguém está curioso para saber o que eu decidi???
Como eu disse nas histórias anteriores, estava entre o dilema de ir para um emprego definitivo na Suiça ou ficar aqui na França para um projeto com a Carlson Wagonlit Travel, que terminaria ao final deste ano sem nada garantido para depois.
Pensei, pensei e pensei...mas no fundo eu acredito que eu já sabia qual decisão seria tomada, mesmo antes de fazê-la pública. Fato é que eu estava em negociação com a empresa suiça e como nós não chegamos num acordo quanto aos termos do contrato, eu resolvi seguir minha intuição e aceitar o emprego na CWT aqui em Paris.
Vou trabalhar num projeto especial para aumento na venda de quartos de hotéis para os atuais clientes da CWT nos próximos anos. E como o escritório de Paris é um dos escritórios regionais, trata-se de um projeto global para a empresa.
Agora farei o melhor trabalho possível e quem sabe esse projeto se transforme em contrato permanente em 2007.
E estamos em pleno verão europeu. Ontem me juntei com um bando de amigos e nós nos juntamos com os outros 400,000 parisienses que tiveram a mesma idéia que a nossa e fizemos um piquenique às margens do Senna. Foi super legal ver o pôr-do-sol dos fundos da Notre Dame, a Île St. Louis à frente e os bateaux mouches cheios de turistas felizes da vida acendo para nós sentados às margens curtindo a bela noite que fazia.
Hoje fomos à uma festa de rua que nem parecia que estávamos em Paris. Parecia coisa da Vila Liberdade, quando os vizinhos se reuniam para festas de bairro. Tem uns amigos que moram em uma rua sem saída em Montmartre e eles fazem isso todo ano - cada casa põe uma mesa pra fora cheia de comida e bebida e todo mundo come e bebe de tudo o que tem por lá. E olha que coisa boa não faltou. Então comemos, bebemos e conversamos até quase 17:30 quando eu voltei pra casa pra ver o jogo - Brasil 2 x 0 Austrália.
Ótimo, oitavas de final aqui vamos nós!
Pensei, pensei e pensei...mas no fundo eu acredito que eu já sabia qual decisão seria tomada, mesmo antes de fazê-la pública. Fato é que eu estava em negociação com a empresa suiça e como nós não chegamos num acordo quanto aos termos do contrato, eu resolvi seguir minha intuição e aceitar o emprego na CWT aqui em Paris.
Vou trabalhar num projeto especial para aumento na venda de quartos de hotéis para os atuais clientes da CWT nos próximos anos. E como o escritório de Paris é um dos escritórios regionais, trata-se de um projeto global para a empresa.
Agora farei o melhor trabalho possível e quem sabe esse projeto se transforme em contrato permanente em 2007.
E estamos em pleno verão europeu. Ontem me juntei com um bando de amigos e nós nos juntamos com os outros 400,000 parisienses que tiveram a mesma idéia que a nossa e fizemos um piquenique às margens do Senna. Foi super legal ver o pôr-do-sol dos fundos da Notre Dame, a Île St. Louis à frente e os bateaux mouches cheios de turistas felizes da vida acendo para nós sentados às margens curtindo a bela noite que fazia.
Hoje fomos à uma festa de rua que nem parecia que estávamos em Paris. Parecia coisa da Vila Liberdade, quando os vizinhos se reuniam para festas de bairro. Tem uns amigos que moram em uma rua sem saída em Montmartre e eles fazem isso todo ano - cada casa põe uma mesa pra fora cheia de comida e bebida e todo mundo come e bebe de tudo o que tem por lá. E olha que coisa boa não faltou. Então comemos, bebemos e conversamos até quase 17:30 quando eu voltei pra casa pra ver o jogo - Brasil 2 x 0 Austrália.
Ótimo, oitavas de final aqui vamos nós!
terça-feira, junho 13, 2006
Verão, Paris, HEC, mosquito, Copa do Mundo...
Há menos de duas semanas eu coloquei um post nesse blog reclamando do frio que fazia aqui em Paris. Pois é, parece que o frio se foi de vez...faz uma semana que o céu está azul, daquele azul sem nuvem que parece uma pintura e a temperatura está batendo os 30 graus fácil. Ontem às 21:00 estava 32 graus! E 22:00 ainda é dia por aqui...super esquisito jantar com o sol brilhando.
Ontem voltando de HEC dentro do RER (vocês já repararam como tenho histórias nesse RER?) eu suava em bicas. A minha camisa chegou a grudar no corpo de tão calor que fazia dentro do trem. E o pior é que estava cheio de gente, também suando...DE-LÍ-CIA!! Mas enfim, prometi pra mim mesmo que não iria reclamar quando a temperatura subisse, então agora que aguente e aproveite! Sem dar um pio.
E como vocês já devem ter reparado, HEC tem um campus super bonito, no meio de uma área verde imensa. Mas claro que com o calor, o número de insetos também aumenta. Então hoje encontrei um mosquito no meio da minha salada na cafeteria. Mas não era um mosquito qualquer não, era um mosquito de primeiro mundo, do tamanho do Aedes aegypt que transmite a dengue esmagado na minha folha de alface. Por isso repito, DE-LÍ-CIA!! Mas vamos lá, sem reclamar...
A minha amiga Sofia, grega, que estava almoçando comigo pois nós estamos trabalhando juntos no projeto do curso de “Advertising and Promotion”, ficou indignada e queria que eu fosse reclamar. Como sabia que não ia dar em nada, eu não fui. Ela foi e voltou dois minutos depois com o mesmo prato e o mosquito ainda lá.
“Ba oui, les mosquitos, il y en a beaucoup nessa époque.
Sofia: Mas então vocês tem que tomar mais cuidado com a higiene.
Mademoiselle, você está insinuando que nós não cuidamos da higiene?”
A Sofia teve que ouvir essa frase segurando um prato com uma folha de alface e um mosquito massetado nela. C’est la vie!
Hoje tem jogo do Brasil e todos os sul-americanos + espanhóis irão se reunir para ver o jogo do Brasil na casa do Marcus. E me parece que todo mundo vai torcer pelo Brasil. Tem somente um argentino no grupo, que é metade suiço e o pai, que mora no Brasil faz tempo, se casou novamente com uma brasileira, então até ele vai torcer pelo nosso time.
Aliás, já disse isso quando assisti a outra copa lá do Líbano e esta agora aqui na França. Essa é uma das melhores épocas para ser brasileiro no exterior. Já perdi as contas do número de bandeiras brasileiras que vi espalhadas por aqui e gente vestindo a camisa do Brasil então, acho que tem mais do que gente vestindo a camisa da própria França!
Agora é mostrar trabalho e fazer jus à fama!
Ontem voltando de HEC dentro do RER (vocês já repararam como tenho histórias nesse RER?) eu suava em bicas. A minha camisa chegou a grudar no corpo de tão calor que fazia dentro do trem. E o pior é que estava cheio de gente, também suando...DE-LÍ-CIA!! Mas enfim, prometi pra mim mesmo que não iria reclamar quando a temperatura subisse, então agora que aguente e aproveite! Sem dar um pio.
E como vocês já devem ter reparado, HEC tem um campus super bonito, no meio de uma área verde imensa. Mas claro que com o calor, o número de insetos também aumenta. Então hoje encontrei um mosquito no meio da minha salada na cafeteria. Mas não era um mosquito qualquer não, era um mosquito de primeiro mundo, do tamanho do Aedes aegypt que transmite a dengue esmagado na minha folha de alface. Por isso repito, DE-LÍ-CIA!! Mas vamos lá, sem reclamar...
A minha amiga Sofia, grega, que estava almoçando comigo pois nós estamos trabalhando juntos no projeto do curso de “Advertising and Promotion”, ficou indignada e queria que eu fosse reclamar. Como sabia que não ia dar em nada, eu não fui. Ela foi e voltou dois minutos depois com o mesmo prato e o mosquito ainda lá.
“Ba oui, les mosquitos, il y en a beaucoup nessa époque.
Sofia: Mas então vocês tem que tomar mais cuidado com a higiene.
Mademoiselle, você está insinuando que nós não cuidamos da higiene?”
A Sofia teve que ouvir essa frase segurando um prato com uma folha de alface e um mosquito massetado nela. C’est la vie!
Hoje tem jogo do Brasil e todos os sul-americanos + espanhóis irão se reunir para ver o jogo do Brasil na casa do Marcus. E me parece que todo mundo vai torcer pelo Brasil. Tem somente um argentino no grupo, que é metade suiço e o pai, que mora no Brasil faz tempo, se casou novamente com uma brasileira, então até ele vai torcer pelo nosso time.
Aliás, já disse isso quando assisti a outra copa lá do Líbano e esta agora aqui na França. Essa é uma das melhores épocas para ser brasileiro no exterior. Já perdi as contas do número de bandeiras brasileiras que vi espalhadas por aqui e gente vestindo a camisa do Brasil então, acho que tem mais do que gente vestindo a camisa da própria França!
Agora é mostrar trabalho e fazer jus à fama!
sábado, junho 10, 2006
sexta-feira, junho 09, 2006
E as cenas do próximo capítulo...
Essa semana foi cheia de novidades!
Não sei se já mencionei aqui no blog antes, mas durante o último período do MBA (de Agosto a Dezembro), existe a opção de fazer um projeto com uma empresa, que funciona basicamente como uma transição para voltar ao mercado de trabalho e é também uma boa forma para os não-europeus terem uma oportunidade de trabalho internacional.
E essa foi justamente a minha opção, chama-se IPP ou Individual Professional Project e dessa forma trabalhamos em tempo integral na empresa e voltamos para HEC somente para 3 dias intensivos de seminários e cursos uma vez por mês.
E eu estava correndo atrás de arrumar uma empresa pra mim e fiz algumas entrevistas e tive duas respostas nessa semana - uma proposta para um projeto na Carlson Wagonlit Travel aqui em Paris e outra na EF em Luzern, na Suiça. As duas propostas são exatamente na área do turismo em que eu quero trabalhar e super interessantes, mas uma é para um contrato temporário (a daqui de Paris) e a outra já é para um emprego. Estou em fase de negociação com as duas empresas e vou pensar bastante nesse fim de semana nos prós e contras para poder tomar a decisão na semana que vem.
Fora isso, faz 5 dias que o céu de Paris está azul e a temperatura em torno dos 27 graus. Eu que achava que nunca ia usar minhas bermudas por aqui, saí pra ir ao supermercado com outfit de verão.
Quinta fui no jantar na casa de uns amigos de um outro amigo do MBA, o Puvadol, um tailandês que mora no mesmo prédio que eu aqui em Paris. O amigo dele é chef de cozinha super conhecido no Reino Unido e nós comemos e bebemos até 1:00 da manhã! Mas foi ótimo, principalmente a entrada: coquille St. Jacques (e não tenho a menor idéia de como se fala isso em português), abacate, toranja (eu nunca comi no Brasil, mas trata-se de grapefruit em inglês), alface e um molho de alho. Perfeito!!
E de quebra, além do ótimo jantar na casa deles, ainda ganhei de presente um roller blade que eles não queriam mais, então vou me aventurar pelas ruas de Paris nesse final de semana!
Voltando ao assunto do emprego, meu atual estado de espírito é confuso e dividido. Razão e emoção estão falando línguas completamente diferentes. Não sei o que fazer e acho que vai ser mais uma daquelas decisões que entenderei melhor daqui alguns meses ou talvez até anos pra frente.
Bom final de semana pra vocês.
Não sei se já mencionei aqui no blog antes, mas durante o último período do MBA (de Agosto a Dezembro), existe a opção de fazer um projeto com uma empresa, que funciona basicamente como uma transição para voltar ao mercado de trabalho e é também uma boa forma para os não-europeus terem uma oportunidade de trabalho internacional.
E essa foi justamente a minha opção, chama-se IPP ou Individual Professional Project e dessa forma trabalhamos em tempo integral na empresa e voltamos para HEC somente para 3 dias intensivos de seminários e cursos uma vez por mês.
E eu estava correndo atrás de arrumar uma empresa pra mim e fiz algumas entrevistas e tive duas respostas nessa semana - uma proposta para um projeto na Carlson Wagonlit Travel aqui em Paris e outra na EF em Luzern, na Suiça. As duas propostas são exatamente na área do turismo em que eu quero trabalhar e super interessantes, mas uma é para um contrato temporário (a daqui de Paris) e a outra já é para um emprego. Estou em fase de negociação com as duas empresas e vou pensar bastante nesse fim de semana nos prós e contras para poder tomar a decisão na semana que vem.
Fora isso, faz 5 dias que o céu de Paris está azul e a temperatura em torno dos 27 graus. Eu que achava que nunca ia usar minhas bermudas por aqui, saí pra ir ao supermercado com outfit de verão.
Quinta fui no jantar na casa de uns amigos de um outro amigo do MBA, o Puvadol, um tailandês que mora no mesmo prédio que eu aqui em Paris. O amigo dele é chef de cozinha super conhecido no Reino Unido e nós comemos e bebemos até 1:00 da manhã! Mas foi ótimo, principalmente a entrada: coquille St. Jacques (e não tenho a menor idéia de como se fala isso em português), abacate, toranja (eu nunca comi no Brasil, mas trata-se de grapefruit em inglês), alface e um molho de alho. Perfeito!!
E de quebra, além do ótimo jantar na casa deles, ainda ganhei de presente um roller blade que eles não queriam mais, então vou me aventurar pelas ruas de Paris nesse final de semana!
Voltando ao assunto do emprego, meu atual estado de espírito é confuso e dividido. Razão e emoção estão falando línguas completamente diferentes. Não sei o que fazer e acho que vai ser mais uma daquelas decisões que entenderei melhor daqui alguns meses ou talvez até anos pra frente.
Bom final de semana pra vocês.
segunda-feira, junho 05, 2006
França ou Suiça, Mulhouse ou Basel, Euro ou Franco, Francês ou Alemão...

Hi Martha, this is Alan, tickets to Zurich are outrageously expensive. Shall I stay over the weekend to get a better price?
Fine Alan, thanks. You can also check the option to fly to Mulhouse.
_______________________________________________________
Mesdames et Monsieurs, bienvenus à Mulhouse, onde a temperatura é de 6 graus com chuva fina.
Foi assim que desembarquei nessa cidade no sul da região de Alsace na França. E também foi a primeira vez que cruzei a fronteira de um país andando (mas acho que isso muita gente já fez aí no Brasil, principalmente na época em que o povo ia pra Ciudad de Leste no Paraguai para comprar muamba).
Metade do aeroporto é francês, metade é suíco. De um lado Mulhouse, do outro Basel. De um lado fala-se francês, do outro alemão. De um lado paga-se em euro, do outro em franco suiço.
Enfim, de Basel eu tomei o trem para Luzern (em português creio que seja Lucerna), cidade que fica a 1:15 de trem de Basel ou a uma hora de Zurique.
Estive lá duas vezes nos últimos 20 dias e o propósito da minha ida à Suiça foi para fazer entrevistas de emprego. Aliás, só para essa empresa foram sete.
Essa opção de trabalhar é dada para os alunos HEC no último período do curso e é uma ótima opção principalmente para aqueles que pretendem fazer uma mudança de país ou adquirir alguma experiência num ramo novo de trabalho.
Agora a sorte está lançada. E como a impaciência é um dos meus pontos fracos, aqui estou eu no aguardo de uma resposta durante essa próxima semana, que começa com um feriado amanhã para fazer essa espera um pouco mais longa.
A seguir cenas do próximo capítulo.
quarta-feira, maio 31, 2006
Acreditem ou não...
Quero férias! Que saco esse tempo aqui em Paris - ontem e hoje está tão frio que parece que estamos no mês de Janeiro. A temperatura deve ter caído para perto dos 5 graus e a consequência disso é um resfriado que está me deixando sonolento e corpo dolorido. Tudo bem se eu não tivesse que fazer nada, mas tenho projetos a serem concluídos em breve para Multilateral Financing, Marketing Research e Advertising & Promotion.
Isso sem falar que como "Student Representative" do MBA, amanhã participo do juri que vai estabelecer o futuro daqueles que não passaram em uma ou mais matérias no MBA.
Mesmo tendo uma paixão enorme por Paris, ontem na volta pra casa lendo o Financial Times no RER, dei uma paradinha na previsão do tempo e ao observar o resto das capitais, confesso que me bateu uma inveja dos espanhóis - Madri, sol, 29 graus.
Isso sem falar que como "Student Representative" do MBA, amanhã participo do juri que vai estabelecer o futuro daqueles que não passaram em uma ou mais matérias no MBA.
Mesmo tendo uma paixão enorme por Paris, ontem na volta pra casa lendo o Financial Times no RER, dei uma paradinha na previsão do tempo e ao observar o resto das capitais, confesso que me bateu uma inveja dos espanhóis - Madri, sol, 29 graus.
sexta-feira, maio 26, 2006
E o MBAT finalmente comecou
O MBAT comecou ontem. Nao conseguirei transmitir por aqui a sensacao de ser a escola a receber 1500 MBA's vindos de todas as partes da Europa. Mas o prazer de tal evento e tao grande quanto o trabalho que ele nos esta gerando.
A organizacao desse evento comecou em setembro do ano passado quando nos comecamos o MBA, mas sao nos 4 dias em que todo esse povo desembarca aqui em Jouy en Josas que o circo pega fogo!
Ontem eu fiz parte do grupo que organizou o check-in - cheguei aqui no campus as 07:45, trabalhei o dia todo recebendo o pessoal e a noite tivemos a festa "ice breaking" com presenca de uma banda daqui de HEC e outra da LBS (London Business School).
Hoje comecaram as competicoes - futebol, pebolim, tenis, rugby, etc, etc...e a noite teremos uma festa/churrasco seguido da competicao de salsa, e a nossa equipe esta treinando faz um tempao, entao grandes chances para HEC.
Trabalhei tambem na venda de mercadorias hoje, tem inclusive uma camiseta com o logo de todas as universidades participantes do evento e cuja renda sera revertida para a Fundacao Gol de Letra ai do Brasil. E amanha veremos o Rai na festa que vai ocorrer em Elysee Montrmartre cujo tema sera "Carnaval em Paris".
E durante esse evento, recebemos aqui Ron Alsop, jornalista do Wall Street Journal, com quem participei de uma mesa redonda junto com outros 4 amigos do MBA, sobre o MBAT e tambem sobre o programa em geral.
Vou ver se consigo as fotos do evento para o proximo posting. Hoje depois da festa/churrasco de logo mais, vou pra casa dormir sem programar o alarme pra amanha, pois estou um bagaco e como bom brasileiro, tenho que estar em forma pra pular carnaval em Montmartre amanha a noite!
A organizacao desse evento comecou em setembro do ano passado quando nos comecamos o MBA, mas sao nos 4 dias em que todo esse povo desembarca aqui em Jouy en Josas que o circo pega fogo!
Ontem eu fiz parte do grupo que organizou o check-in - cheguei aqui no campus as 07:45, trabalhei o dia todo recebendo o pessoal e a noite tivemos a festa "ice breaking" com presenca de uma banda daqui de HEC e outra da LBS (London Business School).
Hoje comecaram as competicoes - futebol, pebolim, tenis, rugby, etc, etc...e a noite teremos uma festa/churrasco seguido da competicao de salsa, e a nossa equipe esta treinando faz um tempao, entao grandes chances para HEC.
Trabalhei tambem na venda de mercadorias hoje, tem inclusive uma camiseta com o logo de todas as universidades participantes do evento e cuja renda sera revertida para a Fundacao Gol de Letra ai do Brasil. E amanha veremos o Rai na festa que vai ocorrer em Elysee Montrmartre cujo tema sera "Carnaval em Paris".
E durante esse evento, recebemos aqui Ron Alsop, jornalista do Wall Street Journal, com quem participei de uma mesa redonda junto com outros 4 amigos do MBA, sobre o MBAT e tambem sobre o programa em geral.
Vou ver se consigo as fotos do evento para o proximo posting. Hoje depois da festa/churrasco de logo mais, vou pra casa dormir sem programar o alarme pra amanha, pois estou um bagaco e como bom brasileiro, tenho que estar em forma pra pular carnaval em Montmartre amanha a noite!
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